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Polícia Civil do DF cria método para achar impressões digitais em grandes objetos ‘de uma vez’; entenda

Polícia Civil do DF cria método para achar impressões digitais em grandes objetos ‘de uma vez’; entenda

Uma tecnologia inaugurada pela Polícia Civil do Distrito Federal nesta segunda-feira (19) promete agilizar a investigação de crimes complexos – entre eles, homicídios e latrocínios. Uma “câmara reveladora” permitirá extrair impressões digitais deixadas pelos suspeitos em objetos grandes, como carros.

Até agora, provas desse tipo só podiam ser analisadas em pequenos objetos pessoais. O processo era feito com um pó químico, que revelava uma única impressão em um espaço limitado.

Com a nova tecnologia, desenvolvida pelos próprios servidores da Polícia Civil, um polímero químico é vaporizado no local a ser investigado – a área interna ou externa de um veículo, por exemplo –, formando uma fina camada.

Depois, a substância esfria e “endurece”, evidenciando os contornos da impressão digital e de outras marcas existentes. A substância, o cianoacrilato, é a mesma usada em colas instantâneas vendidas em supermercados. A diferença está no método de aplicação.

“Quando aquecido, o cianoacrilato evapora. O ambiente fica saturado e polimeriza a impressão digital, e ela fica rígida, com marcas brancas”, explica o chefe da Marco Antônio Paulino, chefe do Laboratório de Exames Papiloscópicos.

O composto é aquecido a cerca de 200 ºC, em recipientes de alta tecnologia, antes de ser espalhado na superfície do veículo. Quando ele entra em contato com o carro e esfria, já na câmara isolada, as impressões digitais começam a aparecer instantaneamente, como num passe de mágica.

A tecnologia do compartimento foi desenvolvida pelo próprio setor de identificação da Polícia Civil. A licitação do equipamento custou R$ 1,4 milhão.

Crimes desvendados

Antes de ser inaugurada, a câmara reveladora de digitais já estava em teste há um mês na seção da perícia da polícia. Nesse período, seis veículos foram analisados e, em um desses laudos, os agentes conseguiram identificar o autor de pelo menos três latrocínios.

A criação também é uma maneira de evitar que provas sejam destruídas. Como o vapor de cianoacrilato consegue invadir pequenos espaços, é possível identificar fragmentos de digitais que “sobraram” após uma tentativa de limpeza da área. O processo dura, em média, duas horas e meia.

Quando se tornam visíveis na porta ou volante do carro, por exemplo, o material é fotografado e levado para o departamento de de identificação. Com a novidade, a expectativa dos agentes é conseguir periciar cerca de 15 carros por mês. Atualmente, a média é de seis veículos.

Fonte: G1

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